sexta-feira, 10 de abril de 2015

Globo retira cenas intimas de casal lésbico em Babilônia

[caption id="attachment_260" align="aligncenter" width="467"]beijo-casallesbico Foto Reprodução[/caption]

Segundo pesquisa encomendada pela emissora na semana passada, muitos aceitam o casal mas não querem mais ver cenas íntimas entre as duas personagens. Inclusive, elogiam muito como o filho foi criado. Segundo Ricardo Linhares, co-autor de Babilônia:




"As personagens foram totalmente aceitas nos grupos de discussão. São positivas, têm bom caráter. As mulheres ouvidas dizem que elas souberam criar muito bem o filho, Rafael [Chay Suede]. Mas os espectadores rejeitam manifestações de carinho físico. Carinho verbal elas aprovam. Então, vamos evitar os contatos físicos entre as duas personagem daqui pra frente. A trama não muda. Não há rejeição a elas nem à temática"



Como a audiência vem caindo, mudar a estratégia para aumentar a audiência pode ser um bom caminho. Segundo outros autores, como Gilberto Braga e João Ximenez Braga, após o casamento elas irão sumir da trama por uns 10 capítulos. Mas isso, segundo eles, já estava previsto. Não tem nenhuma ligação com a queda de audiência e nem com a pesquisa realizada.




"Existem várias questões que devem ser analisadas. Não é só o beijo homossexual que está em jogo. Trata-se do beijo homossexual entre duas senhoras: logo, existe outro preconceito aí, que é sobre o sexo na terceira idade. Para a maioria das pessoas não existe sexo e muito menos carícias nesta idade. O que torna mais difícil a aceitação social do que é mostrado na TV. Infelizmente.", explica Fabrício Viana, bacharel em psicologia e autor do livro sobre a homossexualidade O Armário.



Além de não mostrar mais a intimidade do casal de lésbicas, outras mudanças na novela estão previstas, como a personagem de Glória Peres que deixará de ser "pegadora". Pois é, parece que Babilônia não poderá abordar temas tão polêmicos assim.


Pior de tudo é saber que os temas nem são polêmicos. Existem no dia a dia. Só não são falados. E este talvez seja o grande problema.





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