sábado, 1 de março de 2014

Carnaval gay do Basfond, ainda existe?

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Este é o primeiro ano que passamos sem o empresário Sérgio Kalil, responsável pelo tradicional carnaval gay chamado Basfond em São Paulo. Quem se lembra, gosta! O empresário, que faleceu no final do ano passado, foi responsável por várias casas noturnas GLS como a Level, Mad Queen, B.A.S.E, Diesel, Planet Mix e Just.


Me recordo do primeiro Basfond que fui. Meu namorado, da época, odiava e eu não tinha relacionamento aberto. Mesmo assim eu o convenci de ir. Fiquei maravilhado com a proposta. Os lugares do Basfond sempre eram diferentes e a dinâmica da festa, também. Lembro-me que mudei de namorado mas não deixei de participar, todos os anos, do tradicional Basfond. Poderia citar momentos deliciosos, desde as marchinhas de carnaval até as loucuras dos vários darkroons criados especialmente para o evento. Afinal, no carnaval você não encontra pessoas querendo apenas dançar e se divertir. Algumas querem só a putaria mesmo. E se formos analisar, tudo é interessante quando você encontra o que busca, seguindo sempre a regra: não fazendo mal a você e a outros, tudo é valido nesta vida.


Claro que temos outras opções hoje em dia. O mundo mudou. As pessoas, as formas de se relacionar, a nova era da ostentação de coisas que temos (por não termos, outras). Cada um sempre acha uma forma de se divertir. Até mesmo ficando em casa, de boa. Mas uma coisa é certa, acredito que muitos sempre sentirão saudades do Basfond nesta época do ano. A mágica do evento, da festa, tudo se perdeu com Sérgio Kalil. Que ele descanse em paz. E que neste carnaval, vocês todos passem da melhor forma possível. Lembrando que a melhor forma possível, para cada um, tem várias particularidades. Alguns eu desejo mais responsabilidade, outros, menos. Afinal, a vida é uma só. Vamos extravasar, com moderação. Ou sem. A decisão é sempre de cada um.


Apenas uma coisa é certa: o Basfond será sempre algo inesquecível.

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